sábado, 14 de junho de 2008

Fim da Linha...

Foi bom enquanto durou, mas chegamos ao fim da linha. Alguns queridos internautas não sabiam que se tratava de um trabalho para nossa disciplina de Webjornalismo e ficamos surpresos pela acolhida e pelo surgimento, quase diário, de notícias sobre transporte público no DF. Enquanto fazíamos nossas matérias, temas como o aumento das passagens ou a paralisação dos rodoviários contribuíram para a realização de diversas pautas. Um agradecimento especial aos meus alunos que sempre comentavam as postagens e contribuíam com sugestões em sala de aula. Valeu!

Todo somos passageiros... vivemos entre viagens nos ônibus e em nossas vidas. Chegar ao fim da linha nem sempre quer dizer que nossa viagem terminou, podemos simplesmente estar à espera de outro ônibus que nos levará a outros lugares ou aos mesmos. Essa experiência, nós levaremos para a vida como futuros jornalistas e faremos o possível para reportar a vida de tantas pessoas que constroem sua história e a história desse país e ainda assim enfrentam longos engarrafamentos, ônibus sucateados, paradas sem estrutura, mas não desistem de chegar ao fim da linha...
Abraços a todos, muito obrigado pela carona.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Fiscalização precária auxilia transporte clandestino

Diante da ausência de um transporte público eficiente, alguns passageiros contam com o auxílio dos carros de passeio que transportam usuários. “Passou a ser solução”, declarou um passageiro que não quis se identificar. “Os ônibus passam cheio demais tanto na ida, quanto na volta do trabalho. Minha casa não fica perto de estação de metrô e mesmo se ficasse, todo mundo está reclamando. Acabo pegando um transporte pirata”, confessou.

A Polícia desaconselha o uso desse tipo de transporte por causa do perigo que oferece aos passageiros, principalmente às mulheres desacompanhadas.

“Já soube de um caso em que o motorista era ex-presidiário e pegava suas vítimas, aqui na rodoviária do Plano e fingia que ia levá-las à UnB. Até peguei várias vezes esse tipo de transporte, mas quando soube fiquei com medo e passei a esperar o ônibus que vai para a Universidade”, alerta uma estudante do curso de Letras, que não quis ser identificada.

Para o webdesigner Airton Moraes (foto), 34 anos, o risco não compensa a pressa. “Nunca peguei transporte clandestino, mesmo quando estava com pressa. Não há nenhuma segurança e já vi muita gente ter que descer em locais ermos, porque a polícia estava fazendo ronda e o motorista parou o carro em qualquer lugar para não ser pego. Um absurdo!”, reclamou.

De acordo com o DFTrans, quem é pego pela fiscalização recebe multa que pode chegar a R$ 5mil e o carro é apreendido.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Posto Fácil do SCS muda de quadra


O posto de atendimento da empresa Fácil DF do Setor Comercial Sul (SCS) mudou de endereço e está funcionando agora na quadra 02, Edifício Palácio do Comércio, bloco B. térreo. A mudança foi feita para oferecer mais comodidade e agilidade aos usuários do cartão.

Os serviços oferecidos continuam os mesmo: cadastramento, entrega de documentos e recarga dos créditos para o cartão do estudante. Os postos de atendimento da empresa fácil DF estão espalhados por outras cidades satélites como Sobradinho e Taguatinga.

O atendimento na Central de Atendimento do Fácil permanece no mesmo horário, de 8h às 17h, de segunda a sexta-feira.

Brasília 1 veículo para cada 2 habitantes

A capital federal atingiu a marca de um milhão de veículos no último mês. Esse dado não seria tão alarmante se tivéssemos um bom planejamento viário. Brasília foi construída com avenidas largas, vastas áreas verdes, amplas calçadas e um bom número de vagas para estacionamento. Lúcio Costa planejou uma cidade para 500 mil habitantes e hoje temos mais de 2 milhões de brasilienses. Esse fato gera um grande caos urbano.

Fazendo um cálculo simples: se temos 1 milhão de carros e 2 milhões de pessoas, então, por que os ônibus, metrô e as vans andam sempre lotados? Temos engarrafamentos quilométricos onde cada carro representa um rosto solitário que ainda não aprendeu o que significa transporte solidário.

Só quem já teve oportunidade de estar no conforto de um carro e olhar para um ônibus lotado passando e, quem já esteve em um ônibus lotado e olhou para baixo e viu aquela fileira de carros a maioria com uma pessoa dentro sabe o quanto é diferente fazer parte desse 1 milhão de veículos ou desses 2 milhões de habitantes.

Para tentar minimizar esses efeitos negativos do trânsito no DF, governo, especialistas e ONG’s discutem soluções em um seminário nos dias 10 e 11 de junho: “Brasília: 1.000.000 de veículos – desafios e soluções”. Mas pela fala do governador Arruda, como citou o jornal Correio Braziliense, o evento não foi tão satisfatório quanto se esperava.

“Na abertura do seminário, às 11h desta terça-feira, Arruda apontou falhas na organização do evento ao ver apenas técnicos do governo e não membros da sociedade. ‘Reunião de especialistas do governo é importante, mas a população espera mais de nós. O governo não tem solução para tudo. Se tivesse, já teria dado’, frisou.”

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Paralisação de novo?

Essa é a pergunta que não sai da cabeça de todos os usuários de transporte coletivo do Distrito Federal. Depois da paralisação de segunda-feira (02/06) o que os passageiros menos querem é ter outra segunda-feira de estresse e ruas abarrotadas de carros com engarrafamentos maiores que os de costume.

De um lado estão os rodoviários que reivindicam melhores salários e redução na carga horária de trabalho, de outro estão os donos das empresas que só aceitam aumentar os salários dos funcionários se houver aumento da carga horária, e para completar o “Triângulo Conflituoso” está o GDF que tenta de todo jeito oferecer transporte aos usuários.

O grande problema é que, quem mais sofre é o passageiro. Sem saber se terá greve de ônibus ou não o estudante Leonardo Martins diz que se isso acontecer terá que pegar duas vans para ir à faculdade e voltar de taxi porque onde mora só há uma linha de ônibus que atende à região. “Muitos estudantes e trabalhadores vão ficar prejudicados com a paralisação, tanto para o transporte como na questão da segurança”, comenta o estudante.

Neste sábado (07/06) haverá duas reuniões com representantes do governo, empresários e rodoviários para tentar resolver o problema. No domingo (08/06) os rodoviários vão se reunir no estacionamento do Conic para decidir sobre a greve.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Saem as vans irregulares entram o Microônibus

Depois da greve dos rodoviários na segunda-feira, 02/06, que deixou aproximadamente um milhão de usuários sem transporte coletivo, o Governo do Distrito Federal (GDF) apresentou, nesta quarta-feira, 210 novos microônibus de um total de 350 para serem usados pela população do DF e entorno. Os outros 140 restantes devem chegar até o fim da semana.

Assim como na apresentação dos novos ônibus, o eixo Rodoviário Sul foi a passarela para o grande “desfile” dos novos veículos. A entrega foi feita pelo governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda. Os microônibus fazem parte do programa Brasília Integrada que pretende interligar as linhas dos ônibus, metrô e microônibus que circulam no DF. As passagens vão custar R$ 1,50 e quem precisar pegar outra condução pagará o mesmo valor, assim o custo máximo para qualquer percurso dentro do DF será de R$ 3, de acordo com as propostas do projeto.

Esses microônibus vieram para suprir a demanda de passageiros depois da retirada das vans irregulares. No total, cinco empresas venceram o processo de licitação. O prazo estipulado é de duas semanas para que os microônibus estejam circulando no DF. A expectativa é de que mais de 200 mil usuários possam se beneficiar desse transporte.

Foto: Site do Correio Braziliense

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Paralisação dos rodoviários atrapalha passageiros

O governo do Distrito Federal lavou as mãos em relação à negociação entre empresários do transporte público e os rodoviários. De acordo com o governo os empresários tentam pressioná-lo para que haja aumento das passagens, enquanto o sindicato dos rodoviários tenta obter um reajuste salarial acima da proposta governista.

Quem perde nesse embate é o usuário do transporte público que tem seus direitos desrespeitados. Segundo o acordo firmado entre o Ministério Público do Trabalho e o sindicato, a paralisação só poderia atingir 60% do transporte diário. Entretanto, os rodoviários resolveram descumprir o acordo e arcar com a multa de R$ 100 mil.

O resultado foi uma multidão que, sem alternativa, teve que utilizar o metrô, carros particulares e transporte pirata. A diarista Ana Gonzaga, 37 anos, teve que pegar metrô lotado para ir ao Plano Piloto. “Ganho por dia, não dá para ficar sem trabalhar. Mas vou ter que faltar a aula, à noite, porque não tenho como voltar para casa depois das 23h”, desabafou.

Nos engarrafamentos decorrentes da paralisação, muitos ônibus piratas e do entorno. “Considero a greve legítima”, declarou o estudante de jornalismo Douglas Veras (foto), 20 anos, morador do entorno. “Eu não estou sendo prejudicado, mas a população do DF em si, está sendo prejudicada. Infelizmente, quem sempre perde é a população”, afirmou.

A categoria ainda não avançou nas negociações com os empresários e ameaça entrar em greve por período indeterminado se não houver algo concreto até dia 9 de junho.